Sugestões de Leitura

(Ilustração de Bernardo carvalho)



As palavras dos alunos convidam a outras leituras 


fevereiro de 2016 

     De entre os maravilhosos poemas candidatos a representar o nosso agrupamento no concurso Faça lá um poema 2016, promovido pelo Plano Nacional de Leitura, deixamos aqui, como mote para outras leituras, o texto criado por Sara Marques, da turma C4-4 da EB de Caxinas, aluna da professora Preciosa.


A água


                                          A água aventureira
                                          viaja por todo o lado
                                          não há quem mande nela
                                          nem mesmo o próprio estado.
                                          Parece magia
                                          poder se transformar
                                          ora em neve, ora em vapor
                                          sem se amachucar.
                                          Já conheceu D. Afonso Henriques
                                          e também o Viriato.
                                          Há de conhecer mais gente
                                          e gente do anonimato.
                                          A água do presente
                                          já foi a do passado
                                          e será a do futuro
                                         de quem a tiver preservado.


Sara Marques – Turma C4-4 – EB de Caxinas


    O tema deste belo poema leva-nos a sugerir a obra O silêncio da água, de José Saramago, ilustrada por Manuel Estrada. A história de um menino que, nas águas do rio Tejo,  é surpreendido por um peixe enorme que lhe puxa o anzol e o faz descobrir o "silêncio mais profundo", mas também perceber como desse silêncio pode nascer a sabedoria.  




Não deixes de descobrir este livro na tua biblioteca escolar!


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maio de 2015 

   No mês de maio, o texto da autoria da aluna Mariana Fernandes, do 5.ºA, criado no âmbito da disciplina de EMRC, sugere uma reflexão sobre a preservação no nosso planeta Terra. Narrativas da água é o grande mote para um "Piquenique" que depressa se transforma numa missão para as primas Carlota, Nonó e Caty. Não deixem de ler esta fantástica aventura. Obrigada, Mariana, pela partilha!




Narrativas da água

Educação Moral e Religiosa Católica

Um piquenique

Um dia, as primas Carla, mais conhecida por Carlota, a Mónica, também conhecida por Nonó e a Caty, foram fazer um piquenique para junto das margens do Rio Ave, junto à casa da Carla. Com ramos secos, atearam uma fogueira e assaram umas belas febras de porco. Quando acabaram de comer, voltaram para casa da Carlota, mas esqueceram-se de verificar se o fogo tinha ficado completamente apagado. De repente, levantou-se um vento forte e pouco a pouco, o fogo espevitou, tornou-se mais vivo e acabou por se estender pelo parque, junto ao abrigo dos patos, queimou árvores, destruiu o habitat de muitas aves, fazendo com que os pássaros abandonassem os seus ninhos, com que os ratinhos fugissem dos seus esconderijos e os coelhos deixassem as suas tocas. As plantas e as flores arderam também, o rio ficou sujo de cinzas. Que desgraça! Quando finalmente chegaram os bombeiros e apagaram o fogo, já muitos animais tinham ficado sem os seus abrigos e sem alimento, os animais que ali viviam, alguns morreram, principalmente os peixes e os anfíbios. Os patos não quiseram voltar, voaram à procura de outro local. Mas para onde? As primas ficaram muito tristes, pois, hoje em dia, o ser humano tem construído muitas habitações e não tem criado zonas verdes suficientes. Resolveram ir para casa e tomaram uma atitude. Correram para junto do computador e da estante de livros de sua mãe (que tem imensos livros de ciências) e logo começaram a escrever uma série de anotações intituladas “Regras Básicas Para Preservar A Natureza”. A Nonó disse:
- Vamos escrever estas regras e enviar por correio eletrónico aos nossos amigos e partilhar a nossa história no facebook.
- Para quê? – Perguntou a Caty.
- Para evitar que outros façam o mesmo que nós!
Começaram então a sensata tarefa. Quase no final, apareceram regras simples, que a Carla continuava a ler, para ver se tudo estava bem, pois é assim a Carlota, muito certinha, sempre a ver se tudo está bem:
- Ora, vamos lá ver, não fazer fogueiras em locais interditos, como parques, bosques e matas, respeitar o habitat dos animais, evitar o desperdício de água...
De repente, a mais jovem, mas sempre atenta, pergunta:
- Evitar o desperdício de água? O quê que isso tem a ver?
 Responde a Nonó:
- Caty, então tu não vês que ao chamar os bombeiros houve um enorme desperdício de água, totalmente desnecessário! Sabes que a água é um bem essencial, precioso e que, atualmente, escasseia. Olha o que diz aqui neste livro “Nos últimos anos, o consumo global de água no mundo quadruplicou, passando de 1000 quilómetros cúbicos para 4000” e não é só porque o número de habitantes aumentou, mas porque os sistemas agrícolas atuais e os processos industriais requerem cada vez maior quantidade de água. Temos que evitar o consumo desnecessário de água. A água é fundamental à vida e dela dependem todos os seres vivos. 
As três primas finalizaram o trabalho, publicaram as suas regras e anexaram uma fotografia de um deserto, onde se podia ler “Imagina um lugar com pouca água. Que coisas não se podem realizar? Quais os cuidados a ter com a água?”
Todos os seus amigos apoiaram este gesto das três primas que teve origem num triste acontecimento.


Mariana Fernandes, n.º 20, 5.ºA

Ler trabalho original aqui.



Este é também o tema das duas obras criadas por Adriana Moreira e Hugo Direito Dias, que têm como protagonistas Duarte e Diudinho, em aventuras entre os planetas Terra e Acreditar, lutando por uma causa comum, a da salvação dos planetas. Estas obras editadas pela Alfarroba, têm ilustrações de Tânia Bailão Lopes. Aceita as nossas sugestões de leitura e vem à Biblioteca Escolar. O Duarte e o Diudinho estão à tua espera!




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março de 2015


                                                  Tu és
                                                  O motivo de eu estar aqui,
                                                  Caminhando pelo sol dos dias
                                                  Em busca da alegria,
                                                  Colhendo a flor mais bonita do campo.
                                                  És o sol que me guia,
                                                  Porque eu Te Amo, tanto!
                                                  Tu és
                                                 A estrela de uma noite sem lua.
                                                 Tesouro de piratas, escondido numa praia
                                                 Que é tua!
                                                 Galope e força que me bate no peito
                                                 Cavaleiro andante de um amor
                                                 Perfeito!
                                                 Brilho do meu sorriso!
                                                 É de ti que eu preciso...
                         
                                                                                               6.ºE


       Poema resultante da ordenação e interligação de metáforas construídas na aula de Português, sob orientação da professora Ana Campos.  No mês de março, este poema colaborativo criado pelos alunos do 6.ºE  convida a ler:




N não é uma menina, é Karateca.
N tem 14 anos, quase 15, e o seu maior sonho é ser cinturão negro e beijar Raul.
N gosta de escrever, mas prefere lutar com o Raul.
(escrever é uma seca.)
Isto não é um diário. Não tem chave, não tem segredos.
(sim, tem segredos.) Também tem vontade própria, páginas movediças, palavras como «diarreia» e «romântico» e personagens como a bruxa má que quer aprender a ser boa e a mosca que não sabia quem era.
Isto é o Caderno Vermelho da Rapariga Karateca. O objeto preferido de N, um animal de estimação, uma personagem, uma pessoa de verdade.
(O que é a verdade?)

     O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca é a primeira obra de Ana Pessoa e venceu a última edição do prémio Branquinho da Fonseca - Expresso / Gulbenkian, na modalidade Juvenil. Extraordinária obra ilustrada por Bernardo Carvalho.





     Jorge Amado escreveu O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá em 1948, para o seu filho João Jorge, quando este completou um ano de idade. O texto andou perdido, e só em 1978 conheceu a sua primeira edição, depois de ter sido recuperado pelo filho e levado a Carybé para ilustrar. Com ilustrações belíssimas, para um belíssimo texto, a história de amor do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá continua a correr mundo fazendo as delícias de leitores de todas as idades.






     As ilustrações são de Danuta Wojciechowska, uma artista naturalizada portuguesa que se tem vindo a afirmar no panorama da ilustração de livros infantis em Portugal, tendo sido galardoada com uma Menção Honrosa no Prémio Nacional de Ilustração 2000, precisamente com uma outra obra de Álvaro Magalhães.  Hipopóptimos - Uma História de Amor constitui o décimo volume da Biblioteca Álvaro Magalhães, que reúne toda a sua obra no domínio da literatura infanto-juvenil.

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outubro de 2015

                                                         Medo do escuro

                                                      
                                                      Tens medo do escuro?
                                                      É só um muro.

                                                      Mas o muro
                                                      tem um furo.

                                                      Se espreitas pelo furo,
                                                      encontras o lado seguro.

                                                       Encontra o furo 
                                                       no teu muro.

                                                                                                             Daniel Luís Budge Oliveira 
                                                                                                          



     No mês de outubro, o poema "Medo do escuro", de Daniel Luís Budge Oliveira (6.ºL - Prof. Rosa Sousa), convida a ler:




     Nesta obra de Rita Taborda Duarte, ilustrada por Maria João Lima, da editora Caminho, "Uma família numerosíssima vive debaixo da cama do Manel, a zunir-lhe aos ouvidos pela madrugada dentro: é a família dos medos. O pai medo é um Terror, a mãe Apavorante solta uns uivos de fazer estremecer a trovoada e, quando o tio aparece, acreditem que é um Susto. Há também um medito medricas e pequenote, um medinho miúdo que tem um grande segredo: é o Miúfa, um medo que tem medo ao próprio medo. O Manel, bom miúdo, tenta ajudá-lo. Mas será que faz bem? Foi uma carga de complicadices bem complicadas conseguir depois expulsá-lo de dentro de si."



     História fantástica, do extraordinário José Gomes Ferreira, que recorre ao imaginário mágico, por vezes de inspiração surrealista, este romance é um prodígio de efabulação e engenho narrativo.



   
   O Pequeno Livro dos Medos é escrito e ilustrado por Sérgio Godinho. Fala-nos dos medos da infância, "alguns mais fortes que nós", de como ultrapassamos outros (" ... o cavalo chegou-se à minha mão aberta, que tremia com a maçã em cima. Era a única coisa que lhe podia dar. Foi a única coisa que ele levou. Adeus cavalo, adeus medo dos cavalos."). Até à história que o avô Francisco Magalhães, tipógrafo de profissão, escreveu para o seu filho João de cada vez que ele tivesse medo. Porque o medo também faz parte de nós (quem não tem medo?) mas quando começa a ser exagerado, "a abusar", é preciso controlá-lo, nem que para tal seja preciso "saltar, correr, espernear, lutar, falar, responder, perguntar, ou, muito simplesmente, pensar."


                              

1 comentário:

  1. Todos os livros estão disponíveis a biblioteca Valter Hugo Mãe ?

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